Elo chega em Araricá com o Projeto Famílias Acolhedoras

A Elo, representada pelo seu presidente, Peterson Rodrigues e a psicóloga Lizianne Cenci, reuniu-se na tarde de 1° de abril no CRAS Resplandecer com representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Conselho Municipal da Criança e do Adolescente,  a fim de discutir e avançar no Projeto Família Acolhedora que está sendo implantado no município de Araricá.

As inscrições estão abertas e mais informações podem ser obtidas no CRAS Resplandecer (RUA Rudolfo Brenner – 638, Araricá).

Apadrinhar Sapucaia está com inscrições abertas

O projeto Apadrinhar chegou em Sapucaia do Sul e está com as inscrições abertas.

O projeto tem como objetivo a garantia a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional.

Para fazer parte como padrinho ou madrinha basta:

-Ter mais de 21 anos;

-Disponibilidade de tempo e afeto;

-Não ter antecedentes criminais;

-Enviar e-mail para [email protected]

 

No dia 27 de março, as 19h30 no auditório da Escola  Vanessa Ceconet acontecerá uma grande reunião explicativa, aberta a comunidade onde todas as duvida serão esclarecidas. Todos estão convidados, o evento é aberto a todos interessados.

Na manhã de 12 de dezembro, no auditório do Ministério Publico de Sapucaia, aconteceu a apresentação do projeto Apadrinhar a rede de proteção a criança e adolescente de Sapucaia do Sul e desde então as inscrições estão abertas. O projeto segue os moldes propostos pelo TJRS e acontece através da parceria entre o Ministério Público, Município e Elo-Organização de Apoio a Adoção.

Mais informações pelo e-mail [email protected] ou pela página no Facebook  @apadrinharsapucaiars

 

 

 

Bem Vindos, Novos Voluntários!

Aconteceu ontem (22), a I Capacitação de Voluntários para Grupos de Apoio a Adoção ministrada pela Psicóloga Lizianne Cenci e a fundadora da Elo, Denise Marques. Na ocasião, 11 novos integrantes do time da Elo tiveram a oportunidade de conhecer como trabalhamos, nossos projetos, nossa missão e nossos valores para continuar desenvolvendo um trabalho ético e que está em plena expansão. O evento aconteceu nas dependência da Escola Educar e Transformar, grande parceira da Elo.

Boas vindas a todos e contamos com vocês!

Na Mídia: Seja um padrinho afetivo

por Eduardo Torres | Publicada em 27/07/2018 às 12h02| Atualizada em 27/07/2018 às 12h06

Está escrito no Estatuto da Criança e do Adolescente: todos têm o direito à convivência familiar e comunitária. Quando se trata de crianças mantidas em abrigos pelo poder público, essa necessidade é ainda mais importante. Na última semana, a prefeitura de Gravataí oficializou o convênio com o poder judiciário e a ONG Elo para estimular ainda mais o programa de apadrinhamento afetivo.

— O apadrinhamento é uma forma de permitir que crianças que teriam poucas chances de adoção tenham convívio com a comunidade e, principalmente, tenham um bom exemplo para se guiarem no futuro. Porque, ao completarem 18 anos, eles saem do abrigo. O que vai ser desses meninos e meninas se não tiverem uma referência? A ideia do padrinho afetivo é justamente criar estes laços — explica o presidente da Elo, Peterson Rodrigues dos Santos.

Não se trata de uma etapa antes do processo de adoção. Ao contrário, quem deseja ser um padrinho afetivo não pode ser candidato a adotar crianças. É justamente para evitar que aqueles períodos de convivência no abrigo ou fora dali sejam um “test-drive”.

Atualmente, Gravataí tem 76 crianças e adolescentes em cinco abrigos. Em torno de 30 delas são aptas ao apadrinhamento afetivo. Há em torno de 20 pessoas atualmente inscritas no programa na cidade. Na prática, a Elo já atuava em conjunto com o governo municipal e o judiciário para facilitar o apadrinhamento. O convênio oficializou o que já vem dando certo.

— Propiciar o encontro e a convivência com esses padrinhos, que apesar de não quererem adotar, possuem o desejo de manter um convívio, que é extremamente importante, pois também é uma forma de trocar experiências, afeto e criar vínculos — observou a juíza da Vara da Infância e Juventude de Gravataí, Luciana Barcellos Tegiacchi, no momento da assinatura do convênio.

O convênio atende às metas do judiciário para promover a Justça Restaurativa.

— Neste processo todos serão ouvidos: tanto os adolescentes quanto os padrinhos, que passarão por uma formação a fim de receberem suporte e orientações com psicólogos e assistentes sociais sobre o que constitui o apadrinhamento afetivo, visando garantir o bem estar de todos os envolvidos — destacou.

Do afeto, nasceu uma causa

O trabalho da ONG surgiu a partir da experiência pessoal do Peterson. Morador de Gravataí, em 2013, ele queria participar de alguma ação voluntária. Encontrou em Porto Alegre uma organização que auxiliava o apadrinhamento afetivo.

— Nos abrigos, há crianças com baixa possibilidade de adoção. Aquelas que já passaram dos cinco anos, portadoras de doenças ou por alguma outra questão familiar. Nesta convivência eu percebi que elas não podem ficar desassistidas pela sociedade. O papel de integra-las não é do poder público, é nosso, da comunidade — diz o presidente da Elo.

: Lucas escolheu o Peterson, que foi depois “promovido” a pai | ARQUIVO PESSOAL

Naquela oportunidade, Peterson fez parte do método aplicado pela ONG de Porto Alegre para o apdrinhamento. Foram oito encontros pedagógicos, ensinando sobre o ECA, a importância do apadrinhamento e a responsabilidade dos candidados a apadrinhar. Foi organizada uma festa em que os canidatos a padrinhos e as crianças “apadrinháveis” usavam pulserinhas verdes. Foi aí que o Lucas, então com sete anos, escolheu o Peterson.

— Ele se aproximou de mim e me entregou um balão, depois, pediu que eu segurasse o casaco dele. Eu perguntei se ele já tinha um padrinho, e ele me olhou e disse: “sim, dindo, é tu”. Virei dindo na hora — conta.

Foram 14 meses de encontros no abrigo e passeios nos finais de semana, até que, em 2014, o Peterson resolveu ingressar com o pedido de guarda do menino.

— Eu jamais pensei que eu conseguiria. Sou homossexual, solteiro e tenho condições humildes — lembra.

Um ano depois, o pedido foi aceito. Mais do que isso, Peterson tornou-se o primeiro pai solteiro a conseguir licença-maternidade no Estado. A livraria onde trabalhava lhe concedeu seis meses para convivência com o Lucas.

ONG surgiu em Cachoeirinha

O Peterson poderia ter guardado para si a experiência, mas durante o período de licença, percebeu o quanto ainda havia de informações distorcidas sobre o apadrinhamento. A começar pelo método.

— Não me agradou a forma como eu conheci o Lucas. Aquela festa com as pulserinhas, parecia que as crianças estavam em uma vitrine. Havia também muito desconhecimento. Eu percebia que muitos ingressavam como candidatos a apadrinhar, mas com a intenção de adoção. Ao invés de entenderem o papel de referência na vida daquelas crianças, agiam como alguém que está ali para ajudar o abrigo ou a criança. Não é este o objetivo do programa — resume.

Em 2015, ele tomou a iniciativa de criar a ONG, dentro da Cesuca, em Cachoeirinha. Hoje, o grupo atua em seis municípios da Região Metropolitana, tanto com o apadrinhamento, quanto na capacitação de profissionais para atuar nesta área. Além de Gravataí e Cachoeirinha, a Elo atende Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre e Alvorada. Já há projetos também em Palmeira das Missões e, em agosto, deve iniciar um grupo em Montenegro.

O método aplicado em Gravataí segue alguns passos. Os candidatos a padrinhos afetivos inscrevem-se e passam por cinco oficinas até gravarem um vídeo que servirá como apresentação deles aos possíveis apadrinhados. Por outro lado, as crianças e adolescentes também passam por oficinas e gravam vídeos se apresentando. Mas não é o padrinho quem as escolhe. São as crianças, a partir dos vídeos, que vão apontar quem poderá ser o seu padrinho afetivo.

Os primeiros encontros acontecem com o acompanhamento da equipe técnica, que avalia a continuidade ou não da relação.

— Nossa ideia era desconstruir aquela imagem de que o padrinho é superior, ou que está ali para ajudar o abrigo. É preciso uma relação de afeto pessoal, e de entrega real — define Peterson.

O padrinho, ou madrinha, afetivo convive com a criança ou adolescente de maneira duradoura. Precisa ter disponibilidade de partilhar tempo e afeto, justamente para ser um ator fundamental na construção de um projeto de vida e autonomia do apadrinhado. Como o objetivo é possibilitar um vínculo fora da instituição de acolhimento, padrinhos podem, por exemplo, passar os finais de semana e as férias com o afilhado.

Uma nova turma de formação para padrinhos afetivos está sendo aberta. As inscrições de candidatos podem ser feitas pelo 36007131 (secretaria municipal da família, cidadania e assistência social) ou pelo [email protected] ou informe-se na Vara da Infância e Juventude, ou ainda pelo site da ONG Elo.

Para inscrever-se em outras cidades, basta entrar em contato nos e-mails abaixo:

Cachoeirinha: [email protected]

Canoas: [email protected]

Novo Hamburgo: [email protected]

Fonte: Seja um padrinho afetivo

Cachoeirinha Abre Inscrições para o Apadrinhar

O projeto, que é resultado de uma parceria entre a Elo, as Instituições de Acolhimento, Prefeitura Municipal, Promotoria e Juizado da Infância e Juventude de Cachoeirinha, está com inscrições abertas a pessoas da comunidade que possuem interesse em apadrinhar
Objetivos:
Promover a garantia do direito a convivência familiar e comunitária, conforme o que prevê o art. 4° do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA);
Proporcionar a vinculação de crianças e adolescentes com um grupo familiar;
O projeto oportunizará às crianças e adolescentes vínculos afetivos que possam ser suporte futuro na perspectiva de seu desligamento ao completar maioridade.
Como ser padrinho?
O interessado deverá inscrever-se enviando um e-mail ao projeto [email protected] , onde deverá preencher uma ficha de inscrição para a participação de uma reunião explicativa.
Após conhecer detalhes do projeto, deverá providenciar a documentação exigida e entregar no juizado da infância e juventude, para matricular-se e assim participar de oficinas de capacitação promovidas pela Ong Elo, passar por entrevista individual com a equipe técnica e assim habilitar-se para o projeto.
Após este processo, haverá a vinculação entre o padrinho/ madrinha e afilhado/afilhada.
Requisitos:
Ser maior de 18 anos;
Residir em Cachoeirinha ou arredores, onde possa visitar e buscar seu afilhado em Cachoeirinha com frequência;
Ter disponibilidade de tempo para participar efetivamente da vida do afilhado;
Não estar habilitado ou em processo de habilitação para Adoção;

Inscrições para programa de apadrinhamento já estão abertas | 2M Notícias

As inscrições para o projeto Apadrinhar Gravataí foram abertas neste sábado e irão até o dia 30 de março. O candidato interessado deverá enviar um e-mail para [email protected]. O padrinho ou a madrinha deverá ter mais de 21 anos, ter disponibilidade de tempo e de afeto e não ser habilitado para adoção. Todos os candidatos interessados passarão por um processo de seleção, que contém entrevistas e oficinas de capacitação. “O processo de escolha dos padrinhos que estarão aptos é muito importante, pois precisamos garantir que essas crianças e adolescentes não sejam abandonados novamente”, afirma Peterson Rodrigues, presidente da organização não-governamental (ONG) Elo. Segundo Rodrigues, atualmente existem cinco abrigos em Gravataí que atendem cerca de 70 crianças e adolescentes.

O projeto

O programa é uma parceria entre o Poder Judiciário e a Elo e possibilita que crianças e adolescentes que vivem em abrigos de Gravataí dividam alguns momentos com seus novos padrinhos. O presidente da Elo explica que o projeto não visa à adoção das crianças. “Esse programa pretender dar a esses jovens uma garantia de convivência familiar. Os futuros padrinhos poderão buscar seus afilhados nos finais de semana e em períodos de férias, por exemplo. A ideia é que essas pessoas sejam uma referência para seus afilhados”, explicou.

O Apadrinhar Gravataí conta com uma equipe técnica formada por psicólogos e psicopedagogos voluntários, que atuam na formação e acompanhamento dos padrinhos e madrinhas que participarão desse processo.

Padrinho provedor

Outra forma de ajudar as crianças e os adolescentes é sendo um padrinho provedor. Neste caso, uma pessoa física ou jurídica pode patrocinar um curso, um tratamento médico ou a prática de um esporte, entre outras atividades.

Nessa modalidade, o valor desembolsado é pago pelo padrinho diretamente para a empresa onde a criança ou o adolescente realizará atividade. Segundo o Apadrinhar Gravataí, “isso garante a transparência do processo”. Ainda conforme o Apadrinhar, essa modalidade não prevê o vínculo afetivo, não sendo necessário o contato com o afilhado e tampouco uma seleção prévia. Os interessados devem mandar um e-mail para o endereço que consta no início desta matéria.

Fonte: Inscrições para programa de apadrinhamento já estão abertas | 2M Notícias

Reunião em Canoas define Apadrinhar 2018

No dia 30 de Julho a Elo, representada por seu presidente, esteve presente na reunião que aconteceu no Forum de Canoas com a presença da Juíza da Infância e Juventude de Canoas, Dra. Annie Kier Herynkopf, bem como a Equipe Técnica Judiciária da Comarca e representantes de toda rede de acolhimento da cidade.

O Projeto foi apresentado as Instituições pela Coordenadora de Casas-Lar da REDIPASC, Taiane Tonetto que juntamente com a Elo e judiciário foram realizadores do projeto piloto do Apadrinhar Canoas em 2017. Na ocasião definiu-se as alterações necessárias para expansão do projeto que agora contemplará também as Instituições Raio de Sol e SOS, beneficiando crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional.

No dia 9 de março de 2018, as 19h no salão do Juri do Forum de Canoas, haverá ainda uma apresentação para toda comunidade e interessados poderão sanar suas dúvidas e aderir ao projeto.

As inscrições estão abertas vãp ate´31 de março de 2018 pelo [email protected]

 

De forma descontraída porém trabalhando com seriedade equipe se une para beneficiar crianças e adolescentes no Apadrinhar 2018.

Jornal Nacional – Campanha “Adote um Boa noite” incentiva adoção tardia

No Dia da Criança, a gente vai falar dos mais de 45 mil adolescentes e crianças que vivem em abrigos no Brasil, 80% deles têm seis anos ou mais e poucas chances de adoção.Em São Paulo, o Tribunal de Justiça lançou uma campanha para tentar mudar essa realidade.O dia de aula terminou e eles seguem o mesmo caminho. O portão leva ao mesmo abrigo, onde os meninos dividem o teto e as angústia.- Porque eu não gosto daqui não…-  O quê?-  Eu não gosto daqui não.O problema não é o abrigo, mas a falta de um lar. A Justiça autorizou que a gente conversasse com esses meninos. As possibilidades de reintegração deles às famílias de sangue já estão esgotadas, o que resta é a adoção.Enquanto esperam, eles vivem uma vida compartilhada.“Por mais carinho e atenção que o funcionário possa fornecer, tentar suprir, não é o suficiente porque eles sentem, eles têm essa carência da família”, conta Valéria Gonçalves da Mota, gerente do abrigo.Nessas casas, tudo é coletivo. Eles dividem o banheiro, a mesa das refeições, o quarto. E mesmo cheio, esse também é um lugar de solidão.Esse momento um pouco antes do sono chegar é quando muita gente aproveita pra pensar em como foi o dia, os planos pro futuro. É assim também pra crianças e adolescentes que estão em abrigos. Mas vários deles têm um pensamento frequente. Na verdade, uma preocupação que é só deles.“Eu fico me perguntando porque eu tô no abrigo, também como vai ser o meu futuro quando eu sair daqui”, Eduardo Nascimento de Jesus, 13 anos.O Tribunal de Justiça de São Paulo lançou uma campanha chamada “Adote um boa noite”, uma referência a esse momento delicado do dia principalmente pras crianças mais velhas e pros adolescentes.“Então nós buscamos desestigmatizar essas adoções de crianças um pouquinho mais velhas. Nós não queremos aqui buscar despertar um espirito passageiro de caridade, mas nós acreditamos sinceramente que existem essas pessoas na sociedade e que isso pode ser despertado nelas”, afirma Gabriel Pires de Campos Sormani, juiz.“A gente tem crianças aqui dentro que durante muito tempo elas tiveram se colocar no papel de adulto, de pensar como adulto, de lidar como adulto. E a gente tá falando de crianças de 9, 10 anos. E assim, ela precisa dessa oportunidade de voltar a ser criança”, afirma Anderson Lopes, psicólogo.Essa família já era grande. Três filhos do primeiro casamento do Luís, mais dois da união com a Valéria. Mas tinha espaço e amor pra mais gente.“Eu tenho tanto amor pra dar, pra que eu vou ficar guardando tudo isso?”, conta Luiz“Você está trazendo uma pessoa, um ser humano pra você. Não é uma boneca, um robô, ele tem problemas, sentimento, tem crises, como nós temos”, afirma Valéria Mesquita Pacheco, empresária.  A rebeldia inicial, o desafio da transsexualidade, a desconfiança do Christian. Ele já tinha sido adotado e devolvido duas vezes. Agora, já faz quatro anos que ganhou uma família e o conforto de receber um boa noite.“Muito bom, você sabe que agora vc não tá mais sozinha”, E tantos por aí estão guardando essa frase.Confira o site do projeto: http://www.adoteumboanoite.com.br/

Fonte: Jornal Nacional – Campanha “Adote um Boa noite” incentiva adoção tardia

Entregar o filho para adoção não é crime. É direito legal da mulher | Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

Entregar um filho para adoção é direito garantido em lei. Mas, para que esta decisão seja tomada de forma madura e responsável, a Coordenadoria da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul está lançando o projeto “Entrega Responsável”. A ideia é que os Juizados da Infância e Juventude das Comarcas gaúchas possam, em parceria com equipes multidisciplinares da rede de atendimento, criar um fluxo entre as instituições, visando orientar as gestantes ou parturientes sobre como proceder, garantindo a elas uma reflexão para que ajam de forma segura, bem como possam ter o apoio necessário para superar os motivos da entrega, se for o caso. 

“A CIJ propõe este projeto visando prevenir que ocorram situações de risco envolvendo crianças, tais como infanticídio, abandono ou adoções irregulares, oportunizando um espaço de acolhimento e de orientação às mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção, permitindo que tomem suas decisões com responsabilidade, livres de qualquer pré-julgamento ou exposição ao constrangimento”, explica a titular da Coordenadoria, Juíza-Corregedora Andréa Rezende Russo.

Ao realizar a entrega pelas vias legais, a genitora não estará cometendo crime e garantirá que a criança seja adotada por uma família habilitada e preparada para acolhê-la com amor. A Assistente Social da Coordenadoria da Infância e Juventude Angelita Rebelo de Camargo salienta que o Projeto Entrega Responsável vem a atender uma demanda crescente de pedidos de orientação acerca do tema, tanto de magistrados e servidores do Judiciário, quanto de servidores dos demais órgãos envolvidos no atendimento da genitora.

Experiência

Em Pelotas, a iniciativa ganhou o nome de “Entrega Protegida”. A Juíza Alessandra Couto de Oliveira, titular do Juizado Regional da Infância e Juventude, explica que o projeto surgiu depois de ter sido constatado número expressivo de adoções irregulares na Comarca. “Instruindo os processos, verifiquei que faltava informação não só para a mãe que entregava o filho, como também para a equipe de saúde que a atendia. Em muitos casos, os próprios médicos e enfermeiros encaminhavam as crianças a terceiros, não cadastradas no Cadastro Nacional de Adoção”.

A partir daí, foram feitas várias reuniões com representantes de hospitais locais, unidades básicas de saúde, centros de referência de atendimento social e conselhos tutelares, estabelecendo um fluxo de ações visando a otimizar as informações e procedimentos interinstitucionais , nos casos em que as gestantes ou mães manifestem o interesse em entregar o filho em adoção.

“O projeto foi uma forma encontrada para divulgar para a sociedade e, especialmente, para os profissionais que trabalham na rede de saúde e assistência social, o direito da genitora de entregar o filho em adoção, e a forma de fazê-lo corretamente, obedecendo às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente”, ressalta a magistrada.

“Além disso, sensibilizar os profissionais sobre a necessidade de acolher a gestante, prevista expressamente em lei. E, ao invés de julgá-la, apoiá-la, prestando atendimento psicossocial para que possa tomar essa importante e difícil decisão de forma segura, sem pressões de qualquer parte, e informada dos seus direitos e das consequências desse ato”, acrescenta.

De acordo com a Juíza Alessandra, já ocorreram duas adoções com a aplicação do fluxo acordado no projeto. “O procedimento é muito positivo para o bebê, pois se evita o acolhimento e a criança vai desde logo para o lar adotivo”, frisa a magistrada. “Também há de se destacar a possibilidade da genitora desistir da entrega, após o nascimento do bebê. Situação também registrada em Pelotas, onde houve um caso em que a gestante, embora tenha manifestado o desejo de entregar o bebê em adoção, mudou de ideia depois do nascimento da criança”.

Capacitação

Em São Borja, o projeto já está em funcionamento. A rede local foi capacitada para prestar atendimento e dar os encaminhamentos necessários caso seja detectada alguma gestante/parturiente/mãe que se enquadre no perfil. A Assistente Social Judiciária Kelin Garcia Pinheiro conta que o treinamento reuniu cerca de 100 servidores municipais, entre agentes de saúde, psicólogos, funcionários da maternidade e equipe do posto de saúde, além de servidores do Foro. “Ninguém sabia dessa possibilidade legal de a mulher entregar o bebê. Então, foi bem interessante”, afirma a servidora.

Depois da atividade, a equipe hospitalar conseguiu perceber um caso suspeito e evitar a adoção irregular. ¿Eles conversaram com a gestante e ela não entregou o bebê. Atualmente, está recebendo acompanhamento psicológico. Agora, também, a equipe está mais atenta para verificar situações suspeitas¿, ressalta Kelin. “A abordagem das equipes é muito importante. Foi criado um fluxo de trabalho entre Judiciário, Executivo e Ministério Público para atuação nesses casos”, acrescenta. Outra medida que o Judiciário de São Borja adotou foi o trabalho conjunto com a Universidade UNIPAMPA, tendo o assunto sido abordado entre alunos do curso de Serviço Social.

O Juiz Diego Cassiano Lorenzoni Carbone, titular da 2ª Vara Criminal/JIJ de São Borja, ressalta a importância da participação do magistrado durante o processo de capacitação da rede: “Para que leve casos práticos envolvendo adoção. Quando participei de uma das sessões de capacitação, lembro que houve muitas dúvidas da rede”, afirma. O magistrado também considera que, depois desse trabalho, a rede de atendimento de saúde está mais atenta aos casos em que gestantes pretendem “doar” seus filhos para pessoas não cadastradas no CNA (Cadastro Nacional de Adoção do CNJ). “Esse é um dos benefícios do programa: conscientizar a rede de atendimento à gestante/parturiente de que é preciso ter uma postura pró-ativa de orientação, para barrar esses casos de “adoções” fora da lista”, avalia. “Além disso, a orientação e o acompanhamento corretos permitem uma decisão informada pelas mães, evitando, inclusive, os lamentáveis casos de abandono de recém-nascido”, acrescenta o Juiz.

Caminho

A mulher que, por algum motivo, considerar a possibilidade de entregar seu filho em adoção poderá procurar espontaneamente a Justiça. A ideia do “Entrega Responsável” é orientá-la sobre este caminho, que pode ocorrer via Conselho Tutelar, profissionais da saúde ou assistência social do município.

Na Justiça, ela será atendida em uma Vara com competência em Infância e Juventude. Lá, a mulher será ouvida, orientada sobre seus direitos e os da criança, e encaminhada à assistência psicossocial e jurídica, com a finalidade de refletir acerca da entrega do bebê para adoção.

Depois de dar à luz, a mulher deverá ser ouvida pelo Juiz, em audiência, quando manifestará formalmente o seu desejo de entregar seu filho para adoção. A criança só será encaminhada para adoção se a mãe biológica aderir espontaneamente à colocação da criança em adoção  ou se houver motivos para ser destituída do poder familiar. No caso das gestantes adolescentes que queiram entregar os bebês para adoção, dependerão do consentimento de seu responsável legal.

Caso a genitora realmente opte pela entrega de seu filho em adoção, esse ato poderá representar a agilização de uma adoção legal e segura para a criança.

O que diz o ECA

Artigo 13 – Parágrafo 1º

As gestantes ou mães que manifestem interesse em entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da Juventude.

Fonte: Entregar o filho para adoção não é crime. É direito legal da mulher | Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

Apadrinhar – Palmeira das Missões – RS

 Possibilitar a construção de vínculos afetivos entre crianças e adolescentes, que estão acolhidas, com pessoas da comunidade palmeirense. Esse é o principal objetivo do projeto “Apadrinhar Palmeira”, que foi lançado na noite dessa quarta-feira (7), no plenário da Câmara de Vereadores, e envolve o Poder Judiciário, a Casa da Criança e do Adolescente, com o apoio da Prefeitura Municipal e de toda população que esteja disposta a dar e receber amor.

 

              Segundo Grayce Rodrigues, assistente social do Poder Judiciário, o projeto é proposto pela Coordenadoria de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul para efetivação do Art. 4° do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que dentre outras coisas, fala da responsabilidade da comunidade com relação a suas crianças e adolescentes, bem como do direito destes à convivência familiar e comunitária. “O município de Palmeira das Missões está sendo pioneiro na implantação desse projeto que tem a ver com afeto e em breve as crianças e adolescentes que estão acolhidos na Casa da Criança e do Adolescente poderão contar com padrinhos e madrinhas que se tornarão referências nas vidas delas”, destacou Grayce.

 

             Para a Promotora da Infância e Juventude, Manuela Paradeda Montanari, o projeto possibilita uma mudança de paradigma. “O projeto busca pedir a colaboração de toda população, principalmente daquelas pessoas que queiram ajudar, que queiram ser um exemplo de pessoa e de profissional para as crianças acolhidas”, disse Manuela. O Presidente do Poder Legislativo, Antônio Zottis Padilha, parabenizou os idealizadores do projeto e colocou a Casa à disposição de todos. “A Câmara de Vereadores quer apoiar, participar e acompanhar de perto esse projeto”, destacou Padilha.

 

           Já o Juiz e Diretor do Foro de Palmeira das Missões, Luis Clóvis Machado Júnior, salientou que lidar com infância e adolescência tem muitos desafios e dificuldades, mas que o projeto vai levar às crianças acolhidas afeto, amor e segurança nas suas caminhadas. “É uma oportunidade para amarmos por ações concretas, para provarmos que o amor vai além das palavras. Apadrinhar é amar!”, destacou Luis Clóvis.

 

            Os vereadores Antônio Vezaro e Tiago Antunes acompanharam o lançamento do projeto, bem como o Secretário Municipal de Assistência Social Pedro Santos, a Coordenadora da Casa da Criança e do Adolescente Tania Benachio, a Psicóloga Deise Pinto da Silva, e demais órgãos e entidades ligadas à criança e ao adolescente.

 

Quem pode ser afilhado?

Crianças e adolescentes que apresentam poucas perspectivas de adoção ou retorno para a família. Por exemplo: crianças e adolescentes com deficiência, com síndromes, pré-adolescentes e adolescentes e grupo de irmãos.

Quem pode ser padrinho ou madrinha?

Pessoas idôneas, maiores de 18 anos, com disponibilidade de tempo que possibilite o contato regular com afilhado ou afilhada para participar das oficinas e reuniões com a equipe do projeto.

Onde buscar mais informações?

Os interessados devem procurar o setor de Assistência Social do Fórum de Palmeira das Missões (55 3742 1441) ou a Casa da Criança e do Adolescente (55 3742-3625).

Fonte: http://www.palmeiradasmissoes-rs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2915&Itemid=53

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