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G1 -Famílias de SC falam sobre a adoção de irmãos.

G1 -Famílias de SC falam sobre a adoção de irmãos.

G1 -Famílias de SC falam sobre a adoção de irmãos.

‘Não se trata de encontrar filhos para pais, mas pais para as crianças’

Em um dos casos, três irmãos estavam em um abrigo havia dois anos.

Por NSC TV

Famílias mostram que adoção é um amor que supera os laços físicos

Famílias mostram que adoção é um amor que supera os laços físicos.

A escolha por grupos de irmãos não costuma estar entre as primeiras para as famílias que querem adotar. Mas, em Santa Catarina, pelo menos dois casos mostram o quanto essa opção encheu de amor a vida tanto dos filhos quanto dos pais.

Uma família de Blumenau, no Vale do Itajaí, adotou três irmãos: Maria Eduarda, de 4 anos, Tales, de 5, e Ana Vitória, que tem 11. Eles estavam havia dois anos esperando por uma família em um abrigo.

O casal sempre teve vontade de adotar e o processo de habilitação demorou por volta de um ano. Assim que eles se inscreveram no cadastro de adoção, em apenas 13 dias, foram chamados. A jornalista Karoline Fernandes Pinto falou sobre como foi esse momento.

“A gente entra em trabalho de parto, né. Foi aquela correria, o meu esposo estava trabalhando, eu liguei para ele pra contar. E nós não tínhamos muitas informações, só sabíamos que eram 3 crianças e que nossos filhos tinham nascido para nós naquele momento. A gente não tinha pedido pra ver fotos e não tínhamos detalhes da vida deles. E no outro dia a gente já estava indo pra cidade em que eles estavam para que a gente pudesse se conhecer”, contou.

A partir desse momento, a família não se separou mais. “Não se trata de encontrar filhos para pais, mas pais para as crianças. O bem-estar da criança é que tem que estar em primeiro lugar”, disse Karoline.

 Karoline Fernandes Pinto e Jonathan Roloff são pais de Maria Eduarda, Tales e Ana Vitória. (Foto: Reprodução/NSC TV)

Karoline Fernandes Pinto e Jonathan Roloff são pais de Maria Eduarda, Tales e Ana Vitória. (Foto: Reprodução/NSC TV)

Para ela, muitos pais têm uma imagem diferente das crianças que estão à espera de serem adotadas.

“Se cria um filho utópico na cabeça que é longe do filho que está no abrigo esperando para ser amado e te dar todo o amor do mundo. Hoje em dia a maioria dos casais não aceita grupo de irmãos, não aceita a adoção inter-racial, não aceita a adoçao tardia e é o perfil da criança que está abrigada, que está acolhida”, disse Karoline.

Ana Vitória resume, em poucas palavras, como a vida dela se transformou no último ano. “Mudou porque eu tenho uma família, sou muito feliz. Porque antes eu não tinha”, falou.

O pai das três crianças, Jonathan Roloff, diz que não dá pra imaginar a vida sem os filhos. “Hoje, não faz sentido sem eles. Às vezes acontece de um deles dormir na casa de um dindo… e parece que já está faltando um pedaço de nós”, disse.

Para a comunicadora Cinthia Canziani, o sentimento não é diferente. Há 11 anos ela passou a dividir a vida com os dois filhos.

“Nós pedimos irmãos. Então eu não tive nem muito tempo. Eles falaram na segunda-feira: ‘Ó, estão aqui. Quer vir conhecer?’ Eu falei não, não estou indo comprar uma geladeira, nem um fogão. Não estou indo escolher. Se tu estás me ligando é porque eles são meus e eu não quero vê-los, quero vê-los na hora de ir buscar”, contou.

Na época, o mais velho tinha 3 anos e, o outro, 10 meses. “Foi toda uma adaptação. Eu não sabia nem como dava banho num menino. Eu venho de uma família que tenho duas irmãs, não sabia como cuidar de um menino. Tive que aprender do zero, digo que foi uma gestação muito rápida, que já nasceram grandes, mas eles que vieram pra me ensinar”.

Cinthia conta que ser mãe é um grande desafio, mas que aprendeu com os filhos. “É uma convivência diária de aprendizado, de temperamentos, de valores que essas crianças quando já são maiorzinhas já trazem consigo. Mas te digo uma coisa: o amor transforma. Os meus filhos são uma prova de que o amor transforma tudo ao redor”, disse.

A comunicadora diz ser a favor de não se usar o termo ‘filho adotivo’. “Não coloca o adotivo atrás, porque ele é filho. A criança vai achar que ela é diferente dos outros filhos e ela não é”, explicou.

“O amor que a gente dá a gente recebe 10 vezes mais. Eu levanto a bandeira da adoção porque eu acho uma das coisas mais fantásticas da vida. Que bom a gente poder dar amor pra quem a gente escolheu amar”.

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/familias-de-sc-falam-sobre-a-adocao-de-irmaos-nao-se-trata-de-encontrar-filhos-para-pais-mas-pais-para-as-criancas.ghtml

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