UM POUCO DA MINHA HISTÓRIA – Ederson Raminelli

Sou Ederson, tenho 28 anos, solteiro, residente em Porto Alegre/RS, sou filho adotivo desde os 5 dias de idade. Minha história começa na cidade de Sobradinho/RS onde nasci, lá fui deixado pela minha mãe biológica para adoção, pois segundo ela não tinha condições de me criar, sobre minha família biológica não tenho nenhuma informação, não guardo magoas e nem rancor, apenas sou grato por terem me deixado no hospital para adoção.

Naquela época, 1988, o processo era um pouco diferente, naquele hospital trabalhava para minha sorte, a irmã do meu pai adotivo, que ficou sabendo que tinha um menino para adoção. Minha mãe adotiva (Terezinha), tinha o diagnostico médico de que não poderia engravidar pois tinha problemas no aparelho reprodutor e ela e meu pai tinham decidido adotar. Minha tia sabendo da situação de minha mãe avisou o médico que teria uma família para esse menino, e prontamente avisou a minha mãe.

Minha mãe recebeu a notícia com surpresa e felicidade, prontamente decidiu viajar a cidade vizinha Sobradinho, para me conhecer, meu pai adotivo nestes dias estava ausente por motivos de viagem, e naquela época não existia comunicação via telefone, então convidou a irmã dela para ir junto decidida a me trazer para casa. Chegando lá tratou toda a parte burocrática com o médico e juiz da pequena cidade e já me levou para minha nova casa.

Dias depois eu já estava em meu novo lar na cidade de Arroio do Tigre/RS, quando meu pai chega de viagem e para sua surpresa eu estava lá no quarto do casal, no berço que eles haviam comprado para a criança que viria. Neste dia minhas tias se esconderam na casa para ver qual seria a reação dele ao me encontrar no berço e foi pura emoção.

Lembro que me contaram anos depois que eu tive também uma “mãe de leite” minha tia paterna Amália que tinha uma filha praticamente da mesma idade, me proveu leite materno durante um período sempre que precisei, a essa agradeço com todo o meu coração.

Fiquei sabendo que era adotivo desde muito novo, isso nunca foi escondido de mim, um dia eu perguntei a minha mãe se era verdade e ele me explicou que sim, prontamente eu abracei e agradeci por ela ter feito aquilo por mim.

Sou filho único deste casal maravilhoso, chamado Terezinha e Adair Raminelli e tudo que me tornei nessa vida, devo a eles.

Os anos se passaram e as lembranças que tenho são de uma família grande e unida, sempre todos os membros da família me trataram com muito amor e respeito, nesta família conheci o verdadeiro significado do amor, o verdadeiro significado de família, união, respeito. Somos uma família grande e feliz, muitos tios e primos.

Meus avós, os quais guardo na memória, pois partiram no último ano que passou, sempre foram meus segundo pai e mãe, e para hoje só restam a saudade e as boas lembranças dos momentos únicos que vivemos.

Hoje me sinto na obrigação de retribuir este gesto tão lindo que é adoção, por isso entrei nessa caminhada, não sinto a necessidade de ter filhos biológicos, com tantas crianças no mundo precisando de amor, afinal pai é quem cria, quem educa, quem dá amor. Espero que posso ter sucesso nesta caminhada

Abaixo uma foto da nossa ​família no dia da minha formatura da faculdade.

 

Fiquei sabendo que era adotivo desde muito novo, isso nunca foi escondido de mim, um dia eu perguntei a minha mãe se era verdade e ele me explicou que sim, prontamente eu abracei e agradeci por ela ter feito aquilo por mim.

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